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terça-feira, 19 de abril de 2011

Ainda te quero.


Realmente...a magia pode estar em tudo...
Até nestas simples palavras que se seguem:
E eu Gostava que as palavras fossem dedos que se enlaçam entre as tuas mãos.
Gostava. Gostava, que escrever-te fosse como sentir o que já senti e o que nunca mais senti.
As palavras são apenas voos rasos entre recordações que ainda não tivemos.
Mas o que sinto não se faz em palavras, não se desenha em telas, não se toca nas melodias do pensamento fugitivo.
Gostava. Gostava que o tempo fosse carícia que me aquieta sempre ao longo da pele dos dias quando não te encontro nos meus olhos.  A alma pede. A alma evita. A alma fica. As palavras travam. A voz silencia.
Gostava. Gostava de poder sentir-te nestes abraços intensos de divagações que o coração me empresta de ti. O coração... aquele me aperta o peito e me desfaz a razão em pulsações descontinuadas.
Gostava de parar. Gostava de sentir o vazio da vida e preencher-me apenas de ti.
Gostava... gostava de olhar para ti e dar-te em silêncio todo o Amor que fervilha dentro de mim...
É.
Gostava...
Procuro hoje o aconchego das tuas lembranças. Ao abandono da vida aninho-me quieta ao colo do nosso tempo. Deixo-me embalar contigo em mim, numa dança ausente onde só os olhos fechados conhecem os passos.
Sonho o teu olhar no espelho dos meus, a tua lingua no toque da minha, um rodopio de desejo que as minhas mãos acordam e afagam entre os meus cabelos.
Pressinto o teu cheiro que me perfuma, um sussurro que me envolve o corpo e desliza entre os meus lábios secos de ti. Olhos nos olhos, peito no peito, recordo a musica, o doce som do silêncio que fazia acontecer.
O querer quente do beijo desperta e toca o roçar leve da minha face sobre o meu ombro. E o suor, poção de prazer que guardo sob a minha pele  é saliva  que tatua a tez da saudade.
O sorriso que escuto é um sorriso vindo de ti, é a resposta que me seduz sabendo que também tu ao sorrir ouves a musica que nos embala nesta dança ausente de nós.
By Gisa

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